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Experiência de mais de 14 anos na área de Tecnologia da Informação e Telecomunicações, trabalhando em ambientes computacionais heterogêneos e de grande complexidade. Excelente capacidade de gerenciamento de projetos, com identificação riscos, alinhamento de expectativas dos envolvidos, elaboração e acompanhamento de cronogramas e controle financeiro dos recursos. Profissional que teve início com uma carreira técnica, passando por áreas como redes de computadores, implantação de serviços de telecomunicações, especificação de serviços até obtenção de cargo executivo em empresa multinacional.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Qual a diferença entre dados, informação, conhecimento e sabedoria?

Este texto foi retirado do livro Nascimento da era caórdica - Autor: Dee Hock - Fundador da VISA

Gostei muito do texto, pois, ele dá um sentido para as palavras dados, informação, conhecimento e sabedoria.

Além disso, reforça o quanto temos um “bando de dados” e que não temos tempo para “digeri-los” para transformá-los em compreensão e sabedoria.

Início do texto:
Conhecimento, dados, sabedoria, informação, compreensão. Todas essas palavras integram a capacidade de receber, utilizar, armazenar, transformar e transmitir informações. Começamos a examinar a natureza essencial e as características de cada uma dela, relacionando-as em ordem de quantidade e qualidade, cientes de que tal distinção, embora útil, jamais esgotará a totalidade essencial daquilo que compõem.

O ruído, no se sentido mais amplo, é qualquer coisa indiferenciada que assalta os sentidos. É universal e onipresente, seja ele auditivo, visual ou textural. Seu estoque é infinito.

O ruído se transforma em dados quando transcende o puramente sensual e tem padrão cognitivo, quando pode ser discernido e diferenciado pela mente.

Os dados, por sua vez, se transformam em informação quando são reunidos num todo coerente que possa ser relacionado a outras informações de maneira a acrescentar sentido.

A informação se transforma em conhecimento quando é integrada a outras informações numa forma que serve para decidir, agir ou compor um novo conhecimento.

O conhecimento se transforma em compreensão quando é relacionado a outro conhecimento de uma maneira que sirva para conceber, antecipar, avaliar e julgar.

A compreensão se transforma em sabedoria quando é informada pelo propósito, pela ética, pelo princípio, pela lembrança do passado e pela projeção no futuro.

As características fundamentais dos extremos desse espectro são muito diferentes. Os dados, num extremo, são separáveis, objetivos, lineares, mecanicistas e abundantes. A sabedoria, no outro extremo, é holística, subjetiva, espiritual, conceitual, criativa e escassa.

A ciência opera tradicionalmente nos domínios dos dados, da informação e do conhecimento, onde a medição, a particularidade, a especialização e a racionalidade são particularmente úteis. Costuma ignorar os domínios da compreensão e da sabedoria.

A teologia, a filosofia, a literatura e a arte operam tradicionalmente nos domínios da compreensão e da sabedoria, onde a subjetividade, a espiritualidade e os valores são particularmente úteis. Muitas vezes se opuseram cegamente à maneira científica de conhecer. Quando há uma explosão na capacidade de receber, utilizar, armazenar, transformar e transmitir dados e informações (formas cognitivas inferiores), então as formas superiores (compreensão e sabedoria) são inundadas. Hoje, estamos nos afogando numa violenta enxurrada de novos dados e informações, e a jangada da sabedoria, a que desesperadamente nos agarramos, está se partindo sob nós.

Com o tempo, os dados podem se transformar gradualmente em informação, a informação pode se transformar gradualmente em conhecimento, o conhecimento pode se transformar gradualmente em sabedoria. Essa transformação leva tempo. Infelizmente, com o colapso de "float", tempo é um luxo que não temos mais.

As sociedades nativas, que passam séculos com a mesma capacidade de receber, utilizar, armazenar, transformar e transmitir informações, tiveram tempo para desenvolver a compreensão e a sabedoria numa proporção muito elevada em relação aos dados e informações. Talvez não soubessem muitas coisas pelos padrões de hoje, mas compreendiam muito bem o que sabiam. Eram imensamente sábias em relação à informação que tinham, e ssa informação era condicionada por uma proporção muito alta de valor espiritual, econômico e social.

Nossa sociedade, ao contrário, compreende muito pouco o que sabe. Tem ainda menos compreensão da informação sob seu comando. E tem ainda menos sabedoria sobre o conhecimento que desenvolve. A imensidão de dados e informações que assalta a nossa vida é condicionada por uma proporção cada vez menor de valor espiritual, econômico e social. O imenso poder científico, tecnológico e econômico cresce desenfreado, sem que haja compreensão adequada de sua propensão sistêmica à destruição ou sabedoria suficiente para guiar sua evolução de maneira holística, criativa e construtiva.

Assim, ficamos confinados em conceitos arcaicos, do século XVII, de organização e liderança, e em especialidades isoladas, com perspectivas cada vez mais estreitas. Enquanto isso, em milhões de atos insulares racionais, despejamos na biosfera bilhões de toneladas de setenta mil substâncias químicas produzidas pelo homem, que não podem ser recicladas - deixamos que se acumulem sem saber muito bem como afetam as coisas vivas ao se combinarem sistematicamente - fazemos buracos na camada de ozônio da atmosfera - dissipamos e alteramos material genético - destruímos espécies aos milhares - despojamos a terra de milhões de acres de árvores e plantas essenciais à manutenção do equilíbrio - destruímos solo arável num ritmo milhares de vezes maior do que a sua recuperação - criamos toneladas de venenos virulentos, alguns com meia-vida de 24 mil anos - e matamos de fome 24 mil pessoas por dia.

Ninguém imaginaria que uma tal abundância de informação, ciência, educação e tecnologia pudesse resultar em loucura coletiva, mas assim foi. Na verdade, se a vida depende do lobo ou do homem, seria prudente para a natureza escolher o lobo todas as vezes.

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Luis Baganha